Notícias APEGAC
Redescarbonização dos edifícios em debate na Semana de Reabilitação Urbana
A APEGAC, na pessoa do seu presidente, Vitor Amaral, moderou o debate sobre descarbonização dos edifícios realizado na última quinta-feira na Semana de Reabilitação Urbana de Lisboa, organizada pela Vida Imobiliária.
Vitor Amaral começou por agradecer o convite à Vida Imobiliária e parabenizar esta empresa pela persistência na realização deste importante evento. Sobre o tema, disse que “descarbonizar edifícios começa no papel e dura toda a vida do edifício e o administrador é o único que se mantém toda a vida útil do edifício. O projetista projeta, o arquiteto cria a sua forma, o investidor aposta no projeto, o promotor promove, o construtor dá-lhe forma física, o mediador coloca-o no mercado, mas todos terminam a sua missão após a conclusão do seu trabalho. O administrado do condomínio aparece a final, mas mantém-se até ao final do edifício”.

No debate, participaram Nuno Fideles, da empresa Savills; Marcus Torres, da ChargeGuru Portugal e David Carreira, da Thomas & Piron.
Nuno Fideles entende que os investidores e promotores estão cada vez mais atentos às metas ESG (Ambiental, Social e Governação) e que já existe hoje uma preocupação com o carbono nas decisões de investimento dos investidores e promotores, acreditando que isto acarreta retorno financeiro para os edifícios descarbonizados. Acrescentou ainda que este processo deve começar com o projeto, mas não descurou a importância da descarbonização dos edifícios existentes e mais antigos.
Para David Carreira, do ponto de vista do promotor, integrar critérios de descarbonização pode representar um custo final de mais 10 a 20%; no entanto, considera que é um investimento com retorno.
Marcus Torres, apesar de considerar que a eletrificação dos edifícios é apontada como uma peça chave na neutralidade carbónica, ainda não estamos preparados, ao nível das infraestruturas e da rede para uma massificação do carregamento elétrico, muito especialmente em condomínios, acrescentando que a rede pública atual tem um posto de carregamento para cada 20 viaturas elétricas, o que é manifestamente pouco, lamentando que a transição esteja a ser muito lenta. O responsável em Porgugal da ChargeGuru, entende que a opção de postos de carregamento de veículos elétricos já é um requisito para a escolha no momento da compra.

O debate teve uma boa participação, apesar de ter terminado já muito dentro da hora de almoço.
A realidade é que este tema é de grande importância porque, quando falamos em “descarbonizar edifícios”, não estamos a falar de moda ou de tecnologia distante. Estamos a falar de casas e locais de trabalho mais confortáveis, contas de energia mais baixas e edifícios que valem mais e duram melhor.
Como disse o presidente da direção da APEGAC, todos quantos fazem parte da fileira da construção e do imobiliário devem contribuir para que os edifícios se tornem lugares mais confortáveis, mais económicos e mais sustentáveis. O melhor momento para começar? Hoje!
Gostou deste artigo? Partilhe nas redes sociais:
