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03/07/2026
Calor extremo aumenta custos nos condomínios

Calor extremo aumenta custos nos condomínios

APEGAC alerta para riscos e recomenda medidas de prevenção

  • Associação sublinha que um seguro multirrisco é essencial para proteger o edifício e garantir a boa gestão em situações de emergência 

A Associação Portuguesa de Empresas de Gestão e Administração de Condomínios (APEGAC) alerta para o impacto direto do calor intenso nos edifícios e reforça a importância de garantir uma cobertura de seguro multirriscos, associada a medidas preventivas, para evitar avarias, controlar custos e garantir a segurança dos moradores. 

A associação alerta que episódios de calor extremo podem agravar danos estruturais e acelerar avarias em equipamentos, expondo os condomínios a custos inesperados e, nos casos mais graves, a situações que comprometem a segurança do edifício e dos seus moradores. Por isso, a importância de uma apólice multirriscos abrangente, que cubra não só incêndios e danos elétricos, mas também falhas técnicas e outros impactos associados a temperaturas elevadas, é hoje uma condição essencial de boa gestão de condomínios.

Segundo a APEGAC, um seguro multirrisco bem dimensionado permite: 

- Garantir a reparação rápida de avarias e danos causados por sobreaquecimento, sobrecargas elétricas ou falhas técnicas, evitando que pequenos problemas se transformem em despesas avultadas. 

- Assegurar a continuidade da gestão do edifício em caso de sinistro, através de coberturas complementares como realojamento temporário ou apoio à administração do condomínio, dando tranquilidade aos condóminos. 

- Proteger o património comum, incluindo elevadores, bombas de água, sistemas de ventilação e coberturas, componentes especialmente vulneráveis em períodos de calor extremo. 

“Num contexto de fenómenos meteorológicos cada vez mais intensos e frequentes, ter um seguro multirrisco adequado deixou de ser uma opção para passar a ser uma prioridade de gestão. É este tipo de cobertura que garante que o condomínio consegue proteger o edifício e assegurar a sua gestão, mesmo perante os cenários mais exigentes”, afirma Vítor Amaral, Presidente da APEGAC. 

Para além da cobertura de seguro adequada, a APEGAC recomenda que os administradores e condóminos reforcem a vigilância dos sistemas de ventilação, elevadores e bombas de água uma vez que são equipamentos mais vulneráveis a sobreaquecimento e falhas técnicas em períodos de calor extremo. 

O calor extremo representa também um risco acrescido para idosos, pessoas com mobilidade reduzida, doentes crónicos e moradores que vivem sozinhos, pelo que a APEGAC recomenda que exista uma entreajuda entre condóminos de forma a confirmar se os vizinhos têm água, ventilação adequada ou acesso a locais frescos.


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