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Eletrificar e Descarbonizar os Edifícios – Um desafio para os Administradores de Condomínios
Quando estamos a pouco mais de 3 anos da meta da descarbonização, os edifícios continuam a representar 30% das emissões de carbono, pelo que há necessidade de agir rapidamente, mas de forma consistente, com a mestria de saber ultrapassar as barreiras que existem, sendo uma delas, talvez a mais importante, a falta de sensibilidade dos consumidores para este tema, conforme se pode concluir das duas mesas redondas, que foram bastante elucidativas.
“A maior preocupação é com o parque edificado já existente”, salientou Margarida Pinto, representante da ADENE, o que foi corroborado pelo presidente da APEGAC, que esclareceu as dificuldades existentes para executar obras de reabilitação e de recuperação do edificado mais antigo, o que torna ainda mais difícil a sua modernização e descarbonização.
Jorge Rodrigues de Almeida, da RdA, reforçou a necessidade de simplificar procedimentos, dizendo ainda que a maior parte dos consumidores não entende o que são os certificados, passaportes, etc, pelo que há necessidade de sensibilizar as pessoas e tornar os procedimentos mais simples e céleres.
O representante da APPII, Manuel Collares Pereira, disse que “o setor tem uma inércia muito grande e a primeira tendência é resistir”. Este orador defende a maior utilização da madeira no processo construtivo, por contribuir para a redução do carbono.
Paulo Pardelha, da Câmara Municipal de Lisboa, entende que os projetos não podem demorar tanto tempo na fase da apreciação e é defensor que se deve promover a instalação de uma bomba de calor por cada edifício e não por cada fração, como já se faz em alguns países da europa.
O presidente da APEGAC falou da importância de eventos deste género, para sensibilizar os diversos atores de toda a fileira da construção e do imobiliário, com destaque para os administradores de condomínio, porque “são estes que devem promover a recuperação do edificado e a sua descarbonização e sustentabilidade, mas, para isso, é necessário sensibilizá-los para que, posteriormente, possam sensibilizar os seus condóminos”. Acrescentou que a APEGAC tem feito esse papel, mas que o mesmo deve ser prática de todas as instituições e do estado.
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